À VAGA DO FADO – Freddy Diblu




Ai (dó de bardo), encantou-me bela Cristina!
Voz, viola, violino, violoncelo à alma fadista
Dão fôlego de Mouraria à sonoridade divina.
E ao turista de Lisboa, tanto o dom da artista!


Faz-me um bem de adoração o ritmo renovado:
À noite, nas pautas da afinação total um piano
À meia-luz do palco, e a deusa canora do fado!







Canção do idílio, data vênia ~Freddy Diblu




"Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá;
As rapinas que aqui rodeiam,
Não saqueiam como l .

Nosso ao l u tem mais estrelas,
Nossas praças têm mais atores,
Nosso z -povo tem mais lida,
Nessa lida mais "mordedores".

Em chiar, sozinho, ao a oite,
Mais quelel encontro eu l ;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

Minha terra tem no 171 "doutores",
Que tais não encontro eu cá;
Em chiar - sozinho, ao açoite -
Mais quelelê encontro eu lá;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

Não permita Deus que eu corra,
Sem que me revolte por lá;
Sem que refute os usurpadores
Que não encontro por cá;
Sem quêinda revi

A Poesia de Vera Portella

Uma lágrima em tua face!




 
O silencio toma conta de minha alma, enxugo  tua lágrima,
E ouço ao longe um campanário batendo  compassadamente
Nem um sussurro...
Tudo é silencio, a lua minguante alumia serena e fraca
Nuvens pardas e com nódoas escuras esconde a lua vez ou outra
E tudo fica mais silencioso ainda.
 O vento sopra do sul e eu pareço ouvir
Gemidos dolorosos, fantásticos, em meio a minha melancolia.
O amor a muito tempo mergulhou em meu coração e elevou- se a alma.
Quando falamos de amor, de amor verdadeiro, real, sabemos que é eterno
É para todo o sempre.  Sabemos também que por amor enfrentamos
Todo tipo de provação e nem sempre o amor nos traz apenas um amontoado de alegria
E cont

Aprendendo… Nascimento, Maria

CRUZ E SOUSA – Poeta

João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, seria acolhido pelo Marechal e sua esposa como o filho que não tinham. Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar.

Sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público em Laguna, por ser negro. Em 1890 vai para o Rio de Janeiro, onde entra em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colabora em alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de Missal e Broquéis (1893), só consegue arrumar um emprego miserável na Estrada de Ferro Central.

Casa-se com Gavita, também negra, com quem